segunda-feira, 21 de março de 2011

Review do She's Fixing Her Hair.

Traduzido de She's Fixing Her Hair , um dos prinicipais fã-sites de Strokes.

Angles saiu agora na maioria dos países, ou vai ser lançado nos próximos dias, e se você ainda não pegou a sua cópia, você deveria.
Eu tenho a minha desde sábado e abaixo estão meus pensamentos sobre o quarto álbum.

Eu tenho sido uma fã obsessiva de música desde os 5 anos de idade, quando eu ganhei um walkman do tamanho de um tijolo e o cassete de Jackson 5 Best Of (sim, um walkman e uma fita. Estou mostrando minha idade aqui). Bandas vieram e foram durante a minha vida amorosa musical, muitas ficaram comigo por muito tempo mas houve poucas as quais cujos álbuns eu esperei com fervor que beira a histeria. Os galeses do  The Manic Street Preachers e aqueles maestros do Radiohead são parte disso. Os Strokes completam.

O fato é que mesmo com essas duas bandas, o máximo que eu esperei por um novo álbum foi de 3 a 4 anos, e com um catálogo interior maior para me entreter durante a espera, que fazia com que ela não parecesse tão ruim. Tem sido 5 anos, 2 meses e 20 dias desde que o First Impressions of Earth foi lançado. Foi uma espera torturante, além das dúvidas se a banda faria outro álbum novamente. Eu nunca realmente desisti da esperança, a ideia de que The Strokes poderiam voltar e nos deixar loucos de novo. A volta deles na tour do verão passado provou que eles ainda tinham o poder para isso, mas a gente não recebeu nenhuma música nova, então a espera continuou.

Será que tantas altas expectativas podem ser superadas? The Strokes não apenas tem fãs altamente devotos quanto críticos para satisfazer; eles tem uma imprensa igualmente crítica que já se virou para eles desde que FIOE saiu. Adicionado a isso, está, o que diriam, padrões impossíveis e as lutas que eles tiveram como grupo fazendo esse álbum. Angles vem com tanta bagagem e expectativas que vai ser inevitável a divisão de ouvintes, definitivamente não há como agradar todos.

Angles tem 10 músicas divergentes que mostram um alcance de estilos e influencias (80s, Glam Rock dos anos 70) ao passo que não necessariamente muda a face da música na forma que Is This It mudou, e não pretende fazer isso. É um álbum divertido e mais importante: é um potencial começo para uma nova era da banda, que, se formos sortudos, pode significar um menor espaçamento entre álbuns.

Machu Picchu – O começo dessa música soa como se pertencesse a um filme dos anos 80, onde o protagonista anda por uma parte fina da cidade a noite. É uma mudança tão óbvia da direção da banda, quando eu ouvi pela primeira fez foi um pouco surpresa. É um grande começo para o álbum, pois Machu é uma canção contagiosamente pegajosa que com certeza induz até um não fã a continuar ouvindo apenas para ver em quais direções o álbum talvez vá.

Under Cover of Darkness – Mesmo depois da euforia inicial que eu senti ouvindo uma música nova dos Strokes passou, eu ainda tenho muito amor por essa música. É o tipo de música que faz você querer dançar por horas. Eu pessoalmente, penso que é uma perfeita escolha para single por que é divertida, e traz aquele louco estilo antigo dos Strokes ainda que soe diferente. E simultameamente engana-nos sobre como o resto do álbum soa, por nos dar esse estilo antigo que difere do resto, e de certa forma resume o sentimento geral de Angles : É fundamentalmente um álbum divertido de se ouvir.

Two Kinds Of Happiness – Essa é gloriosamente anos 80. Eu estou bem convencida de que a banda realmente viajou no tempo para conseguir um som tão autêntico. Julian canta para nós não desistirmos de nossos corações, como eu posso ignorar esse conselho quando ele é apoiado por essas deliciosamente frenéticas guitarras?

You’re So Right – Junto com Metabolism, essa faixa é o mais próximo ao som de FIOE, tem aquele estilo de intensidade de Juicebox. Na verdade, eu acho que é uma das faixas mais agressivas. Eu realmente gosto dos vocais em camadas do Julian quando ele sussurra ‘I’m done with the office, hello forest’.

Taken For A Fool – Quando a banda lançou In the Studio no começo de 2010, a linha de baixo dessa música nos era apresentada, alguns a consideraram um pouco cafona e obviamente fake. Eu estou realmente grata por que é um grande começo para o que ultimamente é a minha canção favorita de Angles. Taken for a Fool te puxa da cadeira e demanda que você dance por 3 minutos e 23 segundos. Especialmente Nikolai brilha nessa música com seu baixo dominando. Instantaneamente aperto o repeat.


Games – Essa marca o começo do ‘Segundo ato’ do álbum, se você descontar Gratisfaction que é mais contemplativa e doce. Demorou muito para que eu conseguisse me conectar com essa música, por que é somente na metade, quando aquele riff da música Pre-Is This It (Unkown Song 1) aparece, que eu realmente entendo Games.

Call Me Back –  O estilo de cantar dessa música é como de música lounge, muito contemplativo e doce, e mostra a habilidade da banda de trazer coisas relaxantes, assim como tínhamos visto em Under Control. Outra música que não foi imediata, mas já começou a crescer em minha mente e coração

Gratisfaction – Que coisa mais glam rock essa daqui é, realmente grita T-Rex fazendo uma jam com Thin Lizzy enquanto os Strokes tocam da forma mais feliz que eles podem. Eu realmente quero ver essa ao vivo por que é uma música tão pra cima e eu sinto que demanda um grande público dançando com ela.

Metabolism – Soa como um irmão de Vision of Division, essa é a única música de Angles que parece que está fora do lugar. Não é uma música ruim, de forma alguma. De fato, eu realmente acho que as guitarras dessa são as melhores do álbum e seria perfeita em algum filme baseado em uma historia em quadrinho, mas simplesmente não se acerta com o resto do som do álbum e parece estranhamente posicionada, entre Gratisfaction e  Life is simple in the Moonlight.

Life Is Simple In The Moonlight – É de lei que as músicas finais dos álbuns dos Strokes sejam sem dúvida, extraordinárias. Life is simple continua essa tendência de seguir uma abordagem mais quieta do que as usadas antes. Liricamente, é definitivamente um dos momentos mais finos de Julian, e musicalmente é um estilo diferente da banda, as guitarras estranhamente se conectam ao The Manics, uma influência que não pode ser intencional, mas é interessante mesmo assim.

Pessoalmente, eu estou profundamente satisfeita com o álbum. Nunca vai ser outro Is This It, ou Room on Fire, e nem deveria ser. Como todo artista bem sucedido e criativo, eles tem que continuar lançando álbuns e precisam progredir e mudar. No caso dos Strokes, se isso significa perder alguns ouvintes, então que seja. Eles não serão a primeira banda que passa por isso. Eu prefiro que eles evoluam musicalmente do que se voltar pra umas músicas antigas só para agradar as pessoas. Eu poderia acabar odiando o quinto álbum deles, mas são necessárias mudanças e caminhos para se alcançar novas direções, então, de qualquer forma, eu respeitaria. Fundamentalmente, músicos são criaturas egoístas que escrevem e se apresentam para seu próprio prazer, próprios gostos, apesar do que as pessoas pensam se é apropriado para os fãs, ou os críticos, ou a gravadora (embora algumas bandas tenham caído numa armadilha ao fazer isso)

Essa é a primeira tentativa dos Strokes de trabalhar fielmente como uma democracia, eles não chegaram lá totalmente, mas ainda tem que enfrentar as expectativas e hype que vem junto com a banda durante sua carreira, as pessoas agora vão antecipar e criar expectativas sobre o Strokes V baseadas no que Angles nos deu em 35 minutos. Todos se perguntarão agora “Eles conseguem?” 

Eu estou confiante que sim, eles conseguem.

Avaliação: 8.5 / 10



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